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O futurismo é um movimento artístico e literário, que surgiu oficialmente em 20 de Fevereiro de 1909 com a publicação do Manifesto Futurista, pelo poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. Embora tenha começado como um movimento de reforma literária, em breve o futurismo expandiu-se e abarcou outras disciplinas, à medida que jovens artistas italianos respondiam com entusiasmo a seu chamado às armas.

O movimento, a velocidade, a vida moderna, a violência, as máquinas e a quebra com a arte do passado eram as principais metas do futurismo.

Foi elaborado um primeiro “Manifesto dos pintores futuristas”, datado de 11 de Fevereiro de 1910 e logo surgiu um segundo, em 11 de Abril de 1910, intitulado “Pintura futurista: manifesto técnico”, no qual os artistas se declaravam “os primitivos de uma nova sensibilidade, completamente transformada”, e apresentavam ideias mais concretas sobre como realizar essa nova sensibilidade: O gesto que reproduziríamos na tela já não será mais um momento fixo no dinamismo universal. Será simplesmente a própria sensação dinâmica. Nesse manifesto constava ainda que:

«Deve ser feita uma limpeza radical em todos os temas gastos e mofados a fim de se expressar o vórtice da vida moderna – uma vida de aço, febre, orgulho e velocidade vertiginosa.»

Os artistas futuristas deparavam-se com o sério problema de representar a velocidade em objectos parados e as soluções apresentadas foram a representação de seres humanos ou animais com múltiplos membros dispostos radialmente e em movimento triangular.

Embora, tentassem se distanciar dos cubistas, os futuristas tiveram um débito para com eles. Numa época em que o cubismo era muito pouco conhecido fora de Paris, usaram as formas geométricas e os planos de intersecção cubistas, em combinação com cores complementares. Num certo sentido, puseram o cubismo em movimento.

 

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