Skip navigation

O movimento Futurista rejeitava o moralismo e o passado, e suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX. Os primeiros futuristas europeus também exaltavam a guerra e a violência. O Futurismo desenvolveu-se em todas as artes e influenciou diversos artistas que depois fundaram outros movimentos modernistas.

No primeiro manifesto futurista de 1909, o slogan era Le mots en liberté (“Liberdade para as palavras”) e levava em consideração o design tipográfico da época, especialmente em jornais e na propaganda. Eles abandonavam toda distinção entre arte e design e abraçavam a propaganda como forma de comunicação. Foi um momento de exploração do lúdico, da linguagem vernacular, da quebra de hierarquia na tipografia tradicional, com uma predilecção pelo uso de onomatopeias.

Essas explorações tiveram grande repercussão no dadaísmo, no concretismo, na tipografia moderna, e no design gráfico pós-moderno.

A pintura futurista foi influenciada pelo cubismo e pelo abstraccionismo, mas a utilização de cores vivas e contrastes e a sobreposição das imagens pretendia dar a ideia de dinamismo – deformação e desmaterialização por que passam os objectos e o espaço quando ocorre a acção. Procura-se neste estilo expressar o movimento real, registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel, mas captar a forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço.

Em Portugal, o futurismo aparece como movimento no número dois da Revista Orpheu, dirigida por Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro.

A Primeira Grande Guerra Mundial e a morte de Boccioni em 1916, ferido no conflito, foram golpes decisivos no movimento futurista que acabou se dissolvendo.

As propostas futuristas impregnam diversas artes. Na música, o teórico, pintor e músico Russolo defende “a arte dos ruídos”, pela criação de instrumentos que produzem surpreendente gama de sons (os “entoadores de ruídos”). Nas artes cénicas, o teatro sintético futurista (1915) prevê acções simultâneas que tomam o palco e a plateia. A ênfase na invenção cénica aparece nos posteriores Teatro da Surpresa (1922) e no Teatro Visionário (1929). As experiências futuristas com o cinema, por sua vez, acompanham o movimento a partir de 1915, e mobilizam Marinetti, Balla, entre outros (Vida Futurista, 1916). O cinema é visto como a nova forma de expressão artística que atenderia à necessidade de uma expressividade plural e múltipla, declara o manifesto Cinema Futurista (1916). A arquitetura visionária de A. Sant´Elia (1888 – 1916) é mais um exemplo da extensão do projeto futurista.

%d bloggers like this: