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O FUNDADOR

 

Vida

Escritor, poeta, jornalista e activista político egípcio-italiano nascido na cidade egípcia de Alexandria, a 22 de Dezembro de 1876.Um dos criadores do movimento estético denominado de futurismo. Filho de um rico comerciante, fez os seus estudos na sua cidade natal, e também em Paris, Pádua e Génova, onde se formou em direito e viveu muito tempo acaba por morrer a 2 de Dezembro de 1944, em Bellagio, Itália.

 

OBRA

As suas primeiras obras foram poemas que escreveu para revistas literárias e mais tarde para sua própria revista, Poesia. Publicou no jornal Le Figaro (1909), de Paris, um famoso manifesto em que mostrou sua oposição às fórmulas tradicionais e académicas, expondo a necessidade de abandonar as velhas fórmulas e criar uma arte livre e anárquica, capaz de expressar o dinamismo e a energia da moderna sociedade industrial, que é considerado o texto fundador do movimento futurista. Este foi o único movimento italiano de vanguarda, no entanto o mais radical de todos, por pregar ruidosamente a anti-tradição. Indicava que as artes demolissem o passado e tudo o mais que significasse tradição, e celebrassem a velocidade, a era mecânica, a electricidade, o dinamismo, a guerra.

Juntaram-se a este “maluco idealista”, Umberto Boccioni, Luigi Russolo e Carlo Carrà, autores do Manifesto dos pintores futuristas (1910) no mesmo ano em que Boccioni redigiria o Manifesto técnico da pintura futurista.

Com a guerra (1914), o futurismo morreu com artistas como Boccioni mortos em combate, e outros vencidos pela tradição.

Alguns jovens artistas tentaram reavivá-lo depois da guerra, mas sem sucesso, porém, sua influência sobre os outros movimentos modernos foi importante e duradoura. Radicou-se definitivamente na Itália e glorificou a I Guerra Mundial, como o mais belo poema futurista, alistou-se no exército italiano, defendeu a intervenção italiana naquela guerra e ingressou no Partido Fascista (1919).

Politicamente foi um activo militante fascista e chegou a afirmar que a ideologia fascista representava uma extensão natural das ideias futuristas.

Entre obras teatrais, romances e textos ideológicos de sua autoria citam-se Le Roi bombance (1909), Mafarka le futuriste (1910), Guerra sola igiene del mondo (1915), Futurismo e fascismo (1924).

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