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DEPRESSISTA

 

VIDA

Nasceu em Lisboa no dia 19 de Maio de 1890.

Os primeiros anos de sua vida são marcados pela dor causada pela morte de sua mãe, em 1892, quando ele tinha apenas dois anos.

Em 1911 matricula-se na Faculdade de Direito de Coimbra e, no ano seguinte, transfere-se para Universidade de Paris para dar continuidade ao curso de Direito, que não conseguiu concluir, e devido a vários problemas psicológicos acaba por se suicidar a 26 de Abril de 1916.

 

OBRA

Em 1912 publica a peça teatral “Amizade” e o volume de novelas “Princípio”.

Nessa época, começa a corresponder-se com Fernando Pessoa.

Nessa correspondência já é reflectido o agravamento dos seus problemas emocionais e as ideias de morte e suicídio.

Em 1914, além de publicar as obras “Dispersão” e “A confissão de Lúcio”, Sá Carneiro intensifica sua correspondência com Fernando Pessoa, a quem envia os seus poemas e projectos de obras, revelando crescentes sinais de pessimismo e desespero.

Em 1915, como integrante do grupo modernista em Portugal, participa do lançamento da revista “Orpheu”. No segundo volume dessa revista publica o poema futurista “Manucure”, que, ao lado do poema “Ode triunfal” de Álvaro de Campos (Heterónimo de Fernando Pessoa), provocam impacto e polémicas nos meios literários.

Ainda em 1915 regressa à Paris, onde passa por constantes crises de depressões, que são agravadas por causa das suas dificuldades financeiras. Em 1916, numa carta a Fernando Pessoa, anuncia sua intenção de suicídio, o que efectivamente ocorre no dia 26 de Abril do mesmo ano, num quarto do Hotel Nice, em Paris.A obra de Mário de Sá-Carneiro está intimamente relacionada com a sua vivência pessoal, ou seja, revela toda a sua inadaptação ao mundo e a constante busca do seu próprio Eu.

Isso faz com que o poeta mergulhe no seu mundo interior e, diferente de Fernando Pessoa, que se desdobrou em heterónimos, atingiu a autodestruição. Para o bom entendimento da obra de Mário de Sá Carneiro é necessária a análise das “Cartas a Fernando Pessoa”, publicadas postumamente.

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